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          CONFERÊNCIA E CONVERSA 

RAQUEL ANDRÉ E RUY FILHO

foto: Tiago de Jesus Brás

 ao vivo pelo zoom 

RAQUEL ANDRÉ

Coleção de Pessoas

 8 de agosto 

17h às 19h

Como guardar alguém?

Rio de Janeiro, 2014. Pedi a um_ desconhecid_ que me recebesse em sua casa e que me fotografasse como se fizesse parte da sua intimidade. Começava assim a Coleção de Pessoas, uma coleção de 4 projetos: Amantes, Colecionador_s, Artistas e Espectador_s. Todas as coleções estão em acumulação. Em cada cidade por onde passo, coleciono mais pessoas. Parto destes encontros entre duas pessoas para construir espetáculos, performances, conferências, livros e exposições, para criar o meu arquivo do efémero. Na Coleção de Pessoas - Performance/Conferência apresento alguns itens de cada uma das quatro Coleções: como acontecem, como acumulo, como coleciono, como arquivo, sempre me questionando sobre a possibilidade de guardar o efémero, o que não se pode guardar.

O Colecionismo nas Artes Performativas foi a minha pesquisa para a dissertação de Mestrado que me possibilitou criar este corpo de trabalho. Neste momento início o Doutoramento onde pretendo investigar sobre práticas artísticas como formas de vida. A Coleção de Pessoas é sem dúvida uma forma de estar, é uma forma de viver artisticamente, acreditando também que só artisticamente poderia Colecionar Pessoas. www.collectionofspectators.com

Coleção de Pessoas de Raquel André

Produção Missanga

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Raquel André é colecionadora, performer e criadora. Atualmente doutoranda bolseira no Centro de Estudos de Teatro na Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa. Mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em Artes da Cena, sendo a sua pesquisa direcionada ao Colecionismo nas Artes Performativas. Em 2011, emigrou para o Rio de Janeiro, trabalhou perto de Bel Garcia, César Augusto, Marco Nanini e Fernando Libonati, em criações da Cia dos Atores e projetos no Galpão Gamboa. Um dia pediu a um estranho que fosse à sua casa para fotografá-los juntos como se ele fizesse parte de sua intimidade, começando assim a Coleção de Pessoas em 2014, uma coleção de 4 projetos: Amantes, Colecionadores, Artistas e Espectadores, um projeto escrito para 10 anos. Todos os seus projetos são focados na interação e encontro com a população local. A partir de encontros um para um, Raquel faz espetáculos, performances, conferências, livros e exposições para criar um arquivo do efémero. Raquel foi artista da APAP Performing Europe (www.apapnet.eu) entre 2017-20, o que lhe deu o entusiasmo e a capacidade de colaborar e trabalhar intensamente no contexto internacional. O seu trabalho tem sido apresentado em vários países da Europa, América do Sul e do Norte. É também formadora tendo trabalho com adolescentes no projeto Kcena no TNDMII (2019) e no projeto Labor no Teatro LU.CA (2020).

Ruy Filho é crítico e curador brasileiro. Formado em Artes Plásticas, foi diretor e fundador da Cia. de Teatro Antro Exposto (2007-2011). Trabalhou com os diretores José Celso Martinez Corrêa (2001), Gerald Thomas (1999-2007) e Felipe Hirsch (2013-2018). É crítico de artes cênicas desde 2007, idealizando e fundando a plataforma Antro Positivo em 2011 (www.antropositivo.com.br). É curador e idealizador do OUTROS Festival de Arte (www.outros.art). Foi curador do “Encontros improváveis, mas não impossíveis”, em 2013 para o Sesc SP (Feira de Frankfurt). Assinou a programação de teatro, dança e performance do Centro da Terra (2017,2018,2019) em São Paulo e curador convidado da 50a. edição do FIT Rio Preto/Brasil (2019). É curador, idealizador e mediador do ADIANTE _ Cultura em Futuros (2020). É escritor e palestrante sobre as questões da Cultura e lançou em agosto de 2020 o programa em podcast “Diante d”. Já acompanhou como convidado diversos festivais de arte pela Europa e América Latina, como DDD, Fitei e Alkantara (Portugal), WienerFestWochen (Áustria), Theatreteffen e Adelante (Alemanha), Holland Festival (Países Baixos), Fiba (Argentina), entre outros.

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